ViVeR pArA sEmPrE!

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sexta-feira, abril 21, 2006



"O meu fofinho de sempre..."





Nuno - o nome
mais bonito,
carinhoso,
doce
que entrou na minha vida,
é a luz da minha mente,
sem esta luz,
o meu ser estaria
escuro,
frio,
inseguro...
É o meu anjo-da-guarda
que me protege
que me ouve
que me dá mimos
que me ama...
O menino da minh'alma,
o coração que me
brilha,
aquece,
acalma,
pula...
A cor avermelhada limpa...
O seu sorriso - o mais
bonito do mundo!
Esquecer esse bonito sorriso?
Nunca! Nunca! Nunca!...
As suas mãos - as mais
belas do mundo!
Porquê?...
Porque têm os gestos que
mais adoro "ouvir":
"AMO-TE!"
É o meu sapinho que
se transformou em
PRÍNCIPE ENCANTADO!

Amo-te tantinho, meu anjinho!


Ps- Hoje à noite, vou visitar-vos... Já tenho saudades vossas, mas o tempo não me dá para fazer tudo o que gosto... Perdoam-me?
Bom fim-de-semana para todos!
Beijinhos...


terça-feira, abril 11, 2006






Carta Endereçada aos Jovens !!!!


Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem
forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga escrever esta carta
que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde
demais:

Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe média
alta Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e
procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que
tem e melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.

Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a
Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas
Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na
Agência Elite em São Paulo.

Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde
passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus. Tinha
todos os garotos do colégio aos meus pés.

Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com
minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas
saradas, física e mentalmente.

Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar
em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OKTOBERFEST em
Blumenau.

Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau,
achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho na Rua XV.

À noite fomos ao "PROEB" e no "Pavilhão Galego" tinha um show maneiro da
Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira"".

Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o
Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia
e OKTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP.

Que sensação legal curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10
carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira
misturado com guaraná para enganar os "meganha", porque menor não podia
beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os otários" não percebiam.

Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico,
numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar.
Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de
liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um
mal estar daqueles como tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma
galera de S. Paulo, que alugaram um ap" no mesmo prédio. Nem imaginava que
naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino. Bebi um
pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30 h da manhã
fomos ao "ap" dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e
fui apresentada ao famoso baseado "Cigarro de Maconha", que me ofereceram.

No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com
nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita,
de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei
novamente.

O garoto mais velho da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um
pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me,mas não tive coragem
naquele dia. Retornamos a "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha
mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou
muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUGS".

Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me
envolver com uma galera da pesada, e sem perceber, eu já era uma dependente
química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu
cotidiano.

Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo,
experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria.

Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela
ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o
sangue que cada um cedia para diluir o pó.

No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a
galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a "branca" a R$
7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 15,00 a
boa, e eu precisava no minimo 5 doses diárias.

Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos". Às
vezes a gente conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira
e depois... farra!

O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no
início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha
vida...

Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por
drogas...

Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas
com uns velhos que pagavam bem.

Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir
dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando.

Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação.

Meus pais, sempre com muito amor, gastavam fortunas para tentar reverter o
quadro.

Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me
picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.

Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que
havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de
relações sexuais muitas vezes sem camisinha.

Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam
mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora
reconheço, foram acabando, família,amigos,pais,
religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo.

Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.

Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo.

Estou internada, com 24 kg, horrível, não quero receber visitas porque não
podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração
peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca...

Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde
demais pra mim.

OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de
Florianópolis e a enfermeira Danelise, que cuidava de Patrícia, veio a
comunicar que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde depois que
escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da
AIDS.

Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia.


A Patrícia sofreu muito, por isso, não quero que vocês todos sejam como ela!!!
Comentem me por favor! Beijinhos




sábado, abril 01, 2006



Tema: "um pouco mais de mim...."






Já antes vos falei um pouco sobre mim, já sabem que sou uma pessoa normal, vulgar, como tantas outras, também já sabem que eu sou surda. Talvez ainda não saiba que a minha surdez é pré – linguística, isto é, nasci assim, surda. Nunca ouvi.
Às vezes, gostava muito de ouvir o som do mar, as vozes humanas e dos animais, música, os sons da cidade, … Não sofro por não ouvir, porque nunca ouvi qualquer som, porém sinto a natural curiosidade de querer conhecer… Às vezes, usava o aparelho auditivo, porém, deixei de o colocar porque não ajudava muito. O aparelho amplia muito alguns sons e ainda torna mais difícil, para mim, a compreensão dos sons que me rodeiam. Deixei de o usar, não por vergonha, mas porque tanta confusão me fazia dores de cabeça. Era horrível, mesmo. O aparelho não me faz "muita" falta porque, se as pessoas articularem bem, se falarem pausadamente, se estivermos frente a frente, consigo fazer uma boa leitura labial e compreender tudo o que me dizem e posso manter, sem dificuldades de maior, um diálogo de horas. Quando há várias pessoas a falar ao mesmo tempo, bem... aí é complicado porque não posso estar a olhar para todos os lábios ao mesmo tempo, não é verdade?
Um surdo pós – linguístico deve ter sofrimento, porque essa pessoa já ouviu. Regra geral, estes surdos – pós – linguísticos - articulam melhor pois já têm a experiência do mundo dos ouvintes. Por isso, penso que um ex-ouvinte sofre muito, porque já não consegue ouvir e ainda, na maior parte dos casos, não consegue perceber o que estão a falar, porque não adquiriu ainda prática de fazer uma boa leitura labial. Se eu fosse ex- ouvinte, ficaria muito confusa, tenho a certeza! Terrível... Ouvir o mar, sei que é lindo, como matar as saudades??? Impossível! Estão a perceber o que estou a dizer? Assim, como nunca ouvi, é como já disse lá atrás. Tenho pena de nunca ter ouvido o som do mar, a brisa do vento, o choro de uma criança, os pássaros a cantar, as flores a dançar, a chuva zangada, ... Mas não sofro. Verdade que algumas vezes, tenho ciúmes dos ouvintes, pois ouvem tudo, mas em outras ocasiões sei que sou privilegiada, não fico perturbada com ruídos, barulhos…Eu posso dormir tranquila... É bom ser surda, não acham?
Eu sou absolutamente contra os implantes cocleares porque nós, os surdos, podemos sofrer danos irreversíveis com os implantes. Somos surdos, nascemos para ser surdos… Com implantes, fazer operações tão arriscadas para ser ouvinte, para quê?!? Nós podemos viver plenamente a vida. Não temos os cinco sentidos? Certo! Temos "4sentidos"! Temos olhos lindos para pudermos olhar, ver, ler os lábios… Temos mãos lindas para falar, dançar, acariciar, … acenar, etc… Temos nariz lindo para pudermos cheirar o perfume, a comida, os livros, etc… Temos a boca para comer, beijar… Quatro sentidos, certo! mas usados totalmente! Nós sabemos fazer umas cenas lindas, maravilhosas, imaginativas. Temos uma memória bonita.
Somos minoritários, estamos no mundo dos ouvintes… E os ouvintes sabem muito pouco sobre a vida dos surdos. É uma pena que não haja mais informação sobre nós, os surdos. É importante para nós que os ouvintes comecem por perceber que ser surdo não significa ser mudo. É importante que compreendam que ser surdo não faz de nós seres de outro planeta, nem bichos raros.
Não ouvimos. Poderemos até levar mais tempo para perceber o que o nosso interlocutor está a dizer, mas somos tão humanos quanto os ouvintes, certo? Com sentimentos, paixões, amores, desamores, amigos, colegas, companheiros, conhecidos, vizinhos,... Rimos e choramos. Sofremos e alegramo-nos. Brincamos e estudamos.

Na América, muitos surdos são professores, advogados, juízes, administradores, médicos, actores, etc… Porquê? Porque lhes foram dadas condições para que pudessem tirar o curso que pretendiam! Aqui, em Portugal, onde estão? Na faculdade, há milhares de ouvintes e apenas 30 surdos. Motivo para reflexão, não vos parece? É que os surdos não são nem mais nem menos inteligentes que os ouvintes...

O nosso acesso à informação é bem mais limitado. Por exemplo, com a televisão, nós não conseguimos perceber a totalidade das notícias - o locutor ou fala depressa demais, ou articula as palavras de maneira pouco clara, ou a voz está em «off». Temos teletexto, mas é raro! Poucos são os programas onde há um intérprete de Língua Gestual Portuguesa e, mesmo naqueles em que os há, torna-se muito fatigante para nós seguirmos tudo porque o 'quadradinho' onde o colocam é tão pequenino.... Ir aos espectáculos de variedades? Seria uma maravilha!!!
Ir a reuniões, impossível pois, regra geral, toda a gente gosta de falar ao mesmo tempo...

Por hoje já chega, não acham? :-)
Espero que vocês, ouvintes, conheçam agora um pouco mais sobre mim - sobre os surdos, em geral. Somos seres humanos. Somos seres humanos muito sensíveis.

Obrigada por virem até aqui visitar-me. Obrigada por me lerem. Obrigada por ficarem a pensar em algumas das coisas que escrevi.


Beijinhos para vocês todos! Boas férias! Não comam muitos chocolates e amêndoas!!! ´Tá?? =)